“E houve uma Santa Izabel
semeando rosas no mar,
e um D. Diniz trovador
transformando seu trovar
nas flores que o verde pinho
fez um dia navegar.
E houve nau, houve tormentas
nos rumos do mar profundo, e descobertas singrando
o olhar de D. João Segundo!
Senhora D. Leonor,
coberta de ouro e prata
de vosso gesto nasceu
a gesta misericórdia
em terras de Portugal!
Em vosso real regaço
a pedra da compaixão,
a telha da caridade,
a madeira do socorro
e as argamassas da prece,
fizeram surgir de agosto
a Santa Casa, asa santa
subindo aos céus de Lisboa.
Na oração de Frei Miguel,
cinco séculos passaram,
cinco séculos presentes
nesse milagre de amor
que de uma casa fez tantas
Casas santas. Santas Casas!
E houve uma Santa Izabel
semeando rosas dos ventos
e houve D. Leonor
e lasmando misericórdias
em seu reino a beira mar!
E essas rosas e essas bênçãos
hoje são almas e corpos:
Santa Casa de São Paulo
misericordiosamente, Santa Casa do Brasil”
“Paulo Bonfim”
Enviado ao acervo do Museu pelo Pe. Avelino Bernardo Panni
Capela do Menino Jesus e Santa Luzia |