A célebre “Roda dos Expostos” é a peça que maior curiosidade desperta, mas também os documentos e registros dos mais de 400 anos de vida da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Possuindo ainda um bom conjunto de objetos e documentos relativos a Revolução Constitucionalista de 1932, pois com seu término foi destinado ã Santa Casa parte da sobra do ouro doado ã revolução paulista que viabilizou a ampliação de ambulatórios e enfermarias.
Cilindro oco, girando em torno do seu próprio eixo apresentando em uma das faces uma abertura que ficava voltada para a Rua Dona Veridiana; destinava-se a receber crianças enjeitadas. Foi criada por Lucas A. Monteiro de Barros - Visconde de Congonhas do Campo – 1º Governador de São Paulo - a 2 de julho de 1825 no hospital da Misericórdia (Chácara dos Ingleses).
Pelo que consta, a “Roda” começou na Itália, sendo depois adotada por inúmeros países, inclusive Portugal e Brasil.
No Brasil, a primeira “Roda” surgiu em 1730 no Rio de Janeiro e estava colocada no Asilo de Expostos, existindo, posteriormente, na Bahia e em São Paulo.
Colocava-se a criança no interior desse cilindro; este era girado de 180 graus, passando, então, a abertura do cilindro para o interior do prédio. O entregador tocava uma campainha que soava no dormitório das freiras e uma delas, então, recolhia a criança, providenciando sua internação. A mortalidade era bastante alta (cerca de 30%) entre as crianças rejeitadas.