Produção Científica - Congressos e Seminários
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Comunicação Oral: Tema Livre ou Pôster

"Síndrome de Burnout em Equipe de Saúde"

Bruscato, Wilze Laura
Fregonese, Adriana Aparecida
Lima, Maria das Graças Saturnino de
Kioroglo, Paula da Silva
Sessa, Roberta Maia
Varallo, Simone Maia

Serviço de Psicologia Hospitalar - Santa Casa de São Paulo
chpsicol@santacasasp.org.br | +55 11 3337-0905

Introdução: Trabalhar sob grande pressão e lidar com doenças, dor, sofrimento e morte, faz parte do cotidiano dos profissionais da área de saúde, cujo desgaste emocional nas relações com o trabalho é fator significativo na determinação de transtornos relacionados à depressão, ao estresse e à Síndrome de Burnout.
Objetivos: identificar a presença e os fatores de influência para o surgimento da Síndrome de Burnout em equipes de profissionais de saúde da Santa Casa de São Paulo, caracterizar socio-demográficamente esta população e investigar a incidência de depressão.
Material e método: pesquisa transversal descritiva que contou com a participação de 316 profissionais (92,1%da população) dos três turnos das Unidades de Medicina e Cirurgia, que preencheram o protocolo de pesquisa composto por ficha sócio demográfica e os instrumentos MBI: Inventário Maslach de Burnout (Maslach Burnout Inventory), ICT: Inventário de Contexto de Trabalho e BDI: Inventário de Depressão de Beck (Beck Depression Inventory). Foi utilizado para as provas estatísticas, o programa SPSS for Windows, Versão 13.0.
Resultados: 50 profissionais exercem a função de enfermeiros (16,6%), 198 auxiliares de enfermagem (65,6%), 18 auxiliares administrativos (6,0%), 31 serviçais (10,3%), 2 agentes de transporte (0,7%) e 3 exercem outras funções (1,0%). A idade média dos participantes foi de 36,10 anos (DP= 9,211), sendo que 17,8% são do sexo masculino e 82,2% do sexo feminino. A população referiu que o contexto de trabalho contribui, em algum nível, para o desgaste profissional, 31,6% apresenta Depressão em algum nível e, com relação à Síndrome de Burnout, 46,4% dos sujeitos obteve valor acima da média.

Conclusão: o esgotamento profissional está se convertendo em uma insidiosa epidemia, impondo exigências que superam a capacidade de adaptação, alterando o rendimento, a saúde, a criatividade, a capacidade de estudo, o desejo de atender os pacientes, constituindo-se em uma fonte propícia para padecimento do profissional da saúde. Existe a necessidade iminente de se estabelecer ações preventivas e de cuidados ao profissional de saúde.


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