HOSPITAL CENTRAL

Na Rua da Glória, esquina com a Rua dos Estudantes, ao décimo dia do mês de outubro de 1876, por falta de espaço e excesso de enfermos, a Mesa Administrativa decide que a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo deveria se mudar para um novo prédio, com espaço suficiente para atender a todos que precisassem e com espaço disponível para futuras expansões.

No primeiro dia do mês de outubro de 1878, às cinco horas da tarde, num terreno da chácara denominada Bexiga, com a presença do imperador D. Pedro II, primeiro doador para a construção do novo hospital, e da imperatriz Dona Theresa Christina Maria, foi lançada a pedra fundamental da construção do novo Hospital da Caridade da Santa Casa de São Paulo.

No entanto, em vinte e um de março de 1881, após pressão da imprensa local, com a devida permissão real e deliberação da comissão encarregada da nova construção, a pedra fundamental foi transferida para novo e melhor local, o Bairro do Arouche.

Em 31 de agosto de 1884, mesmo não estando completamente finalizado, foi inaugurado o Hospital do Arouche, projeto do arquiteto Luiz Pucci (arquiteto também responsável pela construção do Museu Paulista, conhecido popularmente como Museu do Ipiranga). Um novo hospital surgia para atender à demanda de uma cidade que crescia em ritmo muito acelerado e sem estrutura para atender a saúde pública.

O Hospital Central, como hoje é chamado, cresceu e se estabeleceu como um dos mais importantes centros de referência hospitalar do Estado de São Paulo, tendo sido pioneiro em inúmeras áreas de atendimento à saúde e da educação hospitalar brasileira.

É um hospital-escola que promove atendimentos de média e alta complexidade em suas Unidades de Internação e Ambulatoriais. Em suas instalações, dispõe de Unidade de Diálise, 5 Centros Cirúrgicos, 7 Unidades de Terapia Intensiva, 4 Serviços de Emergência, Hemocentro, Laboratório de Análises Clínicas e Anatomia Patológica, Unidade de Diagnóstico por Imagem (com dois aparelhos de tomografia, dois aparelhos de ressonância nuclear magnética, angiografia, endoscopia, colonoscopia, broncospia, ultrassonografia, hemodinâmica, ergometria, eletrocardiografia e ecocardiografia), Unidade de Reabilitação, Central de Quimioterapia, OPO (Organização de Procura de Órgãos), Banco de Tecidos e Comissão de Residência Médica (COREME).

Em 2018, com o apoio da consultoria FIA – Fundação Instituto de Administração, ocorreu uma profunda revisão da instituição e, desde então, a gestão da unidade é realizada por fluxos assistenciais. Foram destacados gestores para os fluxos ambulatoriais, de Urgência/Emergência, Internação, Cirurgias, Terapia Intensiva e de Apoio Diagnóstico e Terapia – SADT.

Além da assistência, o Hospital Central tem importante atuação em difundir conhecimentos com foco em pesquisa e programas de residência médica e especialização. A constante busca da excelência e profissionalismo faz desta instituição de assistência à saúde uma das mais conceituadas no País.

 

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